Sunday, September 06, 2015
Briga de faca
Nos bares onde ando, desde rapazote, bares atolados de homens tristonhos, uns mansos, outros de temperamento violento, para, de repente, morrer um, de morte matada, é bem facinho. Já vi muita briga de faca, tenho horror a brigas de faca, saio correndo sem nenhum receio de ser alcunhado de frouxo. Prefiro bala do que faca. Já levei alguns tiros, dei alguns outros, mas, que eu me lembre, ninguém morreu. Esse sertão impossível que me habita e não sai de mim, não sai. Nem sei mais o que fazer com meu desmantelo. A aflição é do vivente, afinal. Há tempos não ando aos galopes, depois que inventaram essas malditas duas rodas motorizadas.
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