Sunday, March 14, 2010

Idéias

Não tenho interesse em me adaptar às exigências do mercado. O mercado é reativo, reacionário, está em função da ordem social mais absurda e injusta. Quem planta mercados em sua vida, colhe tempestades subjetivas de autodestruição. Os ressentidos e mal-amados são os chefes das lógicas de mercado. E cada chefe expressa a forma mortuária de ser das empresas falidas do capitalismo contemporâneo.

Sou proletário da educação superior (privatizada) faz dez anos. 16 horas de trampo por dia. Não me chame de intelectual como se eu fosse avoado que te mando às favas. Nesse ponto parto para o emocional mesmo. Tenho orgulho de ser educador para a prática da liberdade, seja nas faculdades, seja nas comunidades.

Nem Pátria, nem Patrão. Nem Família, nem Religião.

Anarco-comunista da gema.

Frátria, Autogestão, Autonomia e Arte.

O que me interessa são pessoas em coletivos e coletivos em pessoas de modo democrático, livre e igual. Multiplicidades de redistribuição de riqueza, conhecimento e afetividades.

A desconstrução não é uma questão teórica, mas prática. A desconstrução é uma tese contra Feuerbach em versão libertária.

O princípio redistributivo é o que interessa a todos e a todas.

As ações capitalizáveis estão com nada. São mesquinhas, medíocres e cafonas. Esteticamente estéreis.

Arte, cultura e criatividade estão onde nenhum lugar se encontra. Estão fora dos centros de poder, sejam amplos ou restritos.

zona autônoma temporária
socialização dos meios de desconstrução
regulamentação dos processos aquisitivos
desregulamentação dos processos criativos
autoposição da perspectiva diante de quaisquer contextos reducionistas.

as relações sociais são relações de transformação social.

Sunday, March 07, 2010

letras ou garranchos?

Estou com um problema terrível. Desaprendi a escrever a mão. Minha letra cursiva nunca prestou, mas agora parece um destroço garranchal. Horrível. Ainda existe esse negócio de caligrafia ou isso é coisa do passado?

Contra a publicidade infantil

Sou contrário ao uso de apelo direto às crianças feito pela publicidade infantil para qualquer tipo de promoção comercial, principalmente, as vinculadas a alimentos a base de açucar, gordura e outros produtos que afetam a vida saudável. Mas também usar o público infantil para forçar vendas junto aos seus pais. A sociedade precisa regulamentar esse problema. Consumo consciente, ecosustentável, socialmente responsável e moderado já!!!!

Malditas escolhas

Estive deitado a tarde inteira. Postado sob a sombra abrasiva de uma mangueira estava corrosivo como seu entorno. Nada germinava sem aviso prévio. Os pensamentos estagnavam como ostras mal digeridas. Cada idéia era uma bolha de um verão interminável. A digestão modelava a experiência como uma espécie de gaseoduto obstruído. O congestionamento era a fatalidade daquela modorra. E ainda por cima, teria que desbulhar contradições, conflitos e integrações entre as teorias de um século já enterrado, apenas revirado pelos escombros dos tremores que afligiam a cidade por aqueles dias. Da sacada, podia observar duas mulheres seminuas tomando banho de sol com óleos que da pele refulgiam como espelhos d'água. Era um golpe de vista desagradável como mirar a pele escamosa de algum réptil repugnante mas cuja carne é uma delícia depois de assada. Sem pândega, voltei para o fundo da rede. Só uma água de coco podia me salvar. O resto servia à bancarrota devido às ostras com cerveja no café da manhã do dia anterior. A lavagem não me fez bem.

Loteria perversa

Depois de meses, percebi que recebo religiosamente o e-mail da Caixa Econômica Federal com o resultado da loteria. Eu mesmo me inscrevi no site da Caixa tempos atrás. O problema é que eu não jogo na loteria. Que bobeira maluca essa, então? Talvez fosse o esculacho de receber um resultado que não me interessa ou a má-fé da minha inconsciência bestial, querendo sair do apartamentozinho de esquina de padaria para uma ampla vista para o mar? Acho que eu estava era bêbado quando fiz essa maldita inscrição no site da Caixa. O pior é que não estou conseguindo descadastrar o recebimento do e-mail. Terei que conviver com o fato. Amore fati. E voilà!