Tuesday, February 20, 2018

Abusado é pouco!

A arrogância dos especialistas em segurança pública é cada vez maior. Transformam "segurança pública" em uma mercadoria, usando lastro acadêmico, fazem contratos sobre os quais há sérias dúvidas expostas por políticos nas tribunas do parlamento, andam de mãos dadas com cúpulas acusadas de "extermínio" para trazer "paz", enfim, pintam e bordam, incrementando seus lucros, e ainda vem com história de dizer que o problema do crime é o bandido com fuzil na mão. Que lance raso e superficial. Estou com um abuso muito grande desses especialistas em segurança pública. Quero é distância.

Solitário na falta da solidão

O cúmulo da solidão é você fazer de conta que não existe o google para achar o telefone ou endereço que você deseja e enviar mensagem pelas redes, demandando atenção para seu pedido (para si). O pior é quando ninguém responde. Sinal de que o lance é gravíssimo. Não estou debochando. Também estou no mesmo barco. Solidão absoluta que fere. No meu caso, fico postando informações que parecem objetivas, sobre as disciplinas que vão começar na universidade, mas é só um despiste para gritar diante de tanto esvaziamento de sentido. Fico querendo convencer a mim mesmo que o que eu faço tem alguma importância. Mas, no fundo, que importa quando o corpo começa a degenerar, a envelhecer, seguindo em direção a uma longa dor, a um longo adeus da vida? Sim, amigo, eu sei que aqui não é mais e há muito tempo o lugar para escrever alguma merda que seja. É só a compulsão. Essa loucura compulsiva que nos faz querer fugir do pior, da insignificância e da indiferença.

Capitalismo desorganizado

A crise da representação política e do capitalismo desorganizado é tão profunda que a classe dirigente não faz a menor ideia do que fazer. Não dirigem mais nada. Só espetáculo e autoritarismo diante do não saber o que fazer. Não há mais modelo. É um salve-se quem puder generalizado. O recuo às formas autoritárias é um sintoma de perda da autoridade e do fim das instituições.