Sunday, March 29, 2015
Arrogância acadêmica
Colegas de outras áreas podem ser tão arrogantes quanto o possível. Depois que falei para um colega que na Sociologia tínhamos combinado cada professor de publicar um A1 para tentar elevar a nota de 5 para 6, entre outras ações, o colega da outra área me disse: "na nossa área num é tão fácil publicar A1, o nível é muito elevado". Fiquei olhando pra cara dele e ele nem se tocou que estava expressando um terrível preconceito, supondo ser de uma área mais "rigorosamente científica". É osso.
Wednesday, March 18, 2015
Práticas políticas
Nunca fui ao novo shopping da cidade. Há mais de um ano não vou no shopping mais antigo da cidade. Não tenho TV em casa, há uma década. Nunca mais comprei nenhum produto Barillia, que eu adorava, depois da declaração homofóbica do presidente italiano da empresa, levo a sério o boicote. Em regra, não compro mais cachaça ypioca, depois que processaram dois camaradas para intimidá-los. Não falo mais no dia a dia, não dou bom dia, nem boa tarde e nem boa noite para mais de uma centena de pessoas que conhecia e que passaram a trabalhar abertamente e desavergonhadamente para governos oligárquicos antipopulares elitistas, sem que estivessem pressionados por nenhuma privação material, miséria, que justificasse aceitar ser capacho de oligarca, pessoas em busca de sucesso, dinheiro e poder, pessoas com fantasias de poder, sucesso e dinheiro. Mais de cem relações rompidas por isso, rompidas mesmo, sem aquela mentira social de dar sorrisos e tapinhas nas costas quando se encontra por aí, viro a cara. Recusei propostas de colaborar com elites de filhos da puta, mesmo quando me ofereceram dinheiro bastante que todos nós precisamos sempre pra sair da buraqueira. Não possuo automóvel, há 7 anos, uso uma motocicleta super econômica e nunca pego congestionamento, caminhadas e o transporte público, às vezes, pego um táxi. Minha companheira possui um carro utilitário para trabalhar, por vezes, raramente, uso esse carro. Junto com minha companheira, fazemos serviços domésticos em casa (faxina, cozinha, banheiros etc.) Quando contratamos, pagando bem, um trabalhador diarista dia de sábado, uma vez ou outra, trabalhamos juntos com a pessoa contratada, de igual para igual, para o serviço ficar completo e com aproveitamento ótimo. Isso não são práticas? Sim, isso são práticas. Não estou dizendo que elas sejam boas ou ruins. Estou apenas lembrando que é no detalhe que se define o sentido de uma prática. Práticas cotidianas é que definem o sentido de nossos pertencimentos políticos. O resto é fachada.
Sunday, March 01, 2015
Pensamento de madrugada.
As entidades que nos chamam de querido com voz carinhosa de "é a mamãe venha cá", reforçando suas funções de poder, não aceitam em hipótese alguma que recusemos atuar em funções de subordinação de poder que reforcem suas identidades funcionais de autoridades funcionais, e excluem cabalmente, com apoio de outras funções de delírio na subordinação, quem se recusa a atuar segundo a funcionalidade de coisidade das funções do ser para o outro. E as entidades nos chamam de querido, veja bem. Nos chamam de querido, sorriem para nós, mentem e riem enquanto mentem sem que achem nisso nenhuma perversão cruel. São tão evidentes na tramoia que nem mesmo a rapacidade do que há de pior no ser lhes quer por perto.
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