Wednesday, January 31, 2007

possível?

como eu estava sem fazer nada nesses últimos meses - desempregado, impossibilitado de andar, e pouco receptivo aos recursos de dar apoio à superação do revés - inventei de levantar a hipótese - apenas uma hipótese movida pelo deslocamento - segundo a qual não há falta no desejo. Infelizmente, ninguém concordou comigo! Aí acabei muito mais curioso. fiquei com vontade de te perguntar se tu achas viável pensar um ponto de partida de criação que não seja faltoso, um ponto de partida sem reclamantes!

Sunday, January 28, 2007

quem?

Quem disso usa, disso cuida!

Era um ditado que meu avô usava, quando estava diante de alguém que dizia que todo mundo era ladrão, canalha e anti-ético.

ella faz música com letras

"a palavra tem a qualidade da calma" (Michel Serres). fiquei a imaginar volumes que negam as coletividades ruidosas. mas eu não entendi se é o ruído ou o volume que nasce dans l'au-delà, talvez seja a ocasião de fugir mesmo ao entedimento. De qualquer modo, vezes sem conta os volumes e suas heresias fazem-nos viver a composição em vez de suprimi-la do campo do possível.

Saturday, January 27, 2007

Em que sentido?

Histórias de amor podem ser pensadas como uma filosofia natural.

desdobramento do eu

espírito livre, acordei noturno para violino e piano de Chopin.

Objetividade

a objetividade organiza processos produtivos.
anti-trágica, eu escapo dela,
e enlevo-me na suspensão do espaço estrutural.
o sim e o não-sim, os vazios e os preenchimentos e seu campo de usabilidade não me servem, porque não me sinto precário, nem muito menos ausente ou excluído.
Vezes sem conta, somos chamados a envergá-la como luvas e dedos entrelaçados...melhor infligir-lhe derrotas pelo riso toráxico, pela força da vontade que faz normas ganharem sentido.
minhas funções são usos, meus usos não estão em função de sistemas e processualidades.
não estou fora,
nem minha mente está dentro da cabeça.
a mente não é minha,
compartilhada se apodera de mim.
existo calmo, cálido e orgânico
como plantas
metabolismo de orquídea.

a questão da externalidade

o mecanismo da externalidade seria próprio do projeto moderno, na medida em que produz imagens englobantes das multiplicidades vivas?

anotação sobre o caderno

às vezes te vejo para além dos teus olhos. através da carta. e da tua pele fujo ligeiro a fim de evitar maiores implicações. nos identificamos na torrente que estourou limites e expectativas de ouro? eu me vejo em ti, onde em plena morte me esvaio com meu chamariz ultra-violeta de aranha-voadora. meus olhos turvos são apenas lentes sujas. estarei enganado em pensar na tragédia partilhada feito praga de mãe para filho ruim abatendo-se sobre nós? quando minhas pernas se fizeram chão pela primeira vez, se fizeram nada, cortadas pelo coração sem fluxo, impreciso, e foram tuas pernas destroçadas que caíram e me deixaram cair. Tombei finalizado, sem palavra de ajuda, nem de adeus, nunca antes havia girado em falso na chamada da comiseração, numa troca de pé impossível. a tua boca não faltava mais. minhas pernas ausentes fizeram-na desaparecer. e o gosto mentolado do teu hálito nada escondia do teu sexo. mitiguei dores inauditas na cesariana da vida e do tempo esgotados, brilho suspenso, mirada intragável. Somos improváveis, talvez...não estejamos mais em nós mesmos, são átimos que se fazem no esgar do gozo prometido, mas sem prazer igual, o igual não mais nos quer, nem nós mais o queremos. bastaria um beijo de lábios leporinos e nos acabaríamos, fundidos no ser molhado e quente de um conforto perdido. quem engoliria quem, tragados num quarto de hotel, exaustos de tanto amar, de tanto foder até amar? eu te foderia e tu me foderias, quem mais poderíamos ser? quem mais poderíamos foder além de nós mesmos? eivados de prazer imenso, escancarados e explícitos, e ainda assim perdidos num amanhecer de querer voltar direitos para a casa tímida, os olhos marejados e esmaecidos pela embriaguez, pensamento em fuga, voltaríamos para casa, sim! quietos, cor de estanho, calados...a qual casa retornaríamos?

Fui

Trocas humanas são interessantes pelos jogos de descontinuidade. Pelos intervalos. Tentativas de sacar a raridade das coisas; se elas existissem.

Escrever sobre a certeza, num sentido lógico e existencial, passa pelo ato de injuriar o ser das coisas; ato de fazer desfalecer o real; imprimir pontos de contato entre as conexões que conectam o real a fim de implodir o estado das coisas, na medida em que os termos das relações não preexistem às relações propriamente ditas, no sentido forte de rapport. Um debique.

Saturday, January 20, 2007

coitados dos militares!!!!

o cara avançou a preferencial. entrou na contramão e bateu de frente comigo. estava sem carteira de habilitação. não quis fazer acordo. e ainda me chamou de encrenqueiro. era um rábula. desses que nos chamavam de baderneiros, quando estávamos lutando por democracia e liberdade. lixo dos militares. sempre o mesmo lixo.

Tuesday, January 16, 2007

Blue Nile

os santos reverberam nas modulações do eu. promovem as conexões dos padrões que conectam. eles nos pegam pelos pés, pelos solados dos pés. não há escotilha que reparta o corpo ao meio sem brecha, sem ponto de fuga. sem deixar sinal de refluxo ou de impulsividade, enfim. nada malsão. são as palavras de vento, fora dos códigos, imprecisas, que se oferecem ao reconhecimento, reconhecimento instável, sem hierarquias, sem assimetria, apenas o outro quem de alguém, o rir sem se explicar. a informação cifrada não é o dado. é a preponderância dos termos sobre as relações. quem, fragmentos? quem, você? Universo raro? Universo profuso? O volume foge do ruído? Blue Nile.

Monday, January 15, 2007

entre o doce e o amargo

o doce e o amargo, quando se realizam sob o princípio da harmonização, criam a qualidade própria do que é superior. é uma questão metafísica e gastronômica, ao mesmo tempo.

Currículo Lattes

Graduado em Ciências Sociais (1996) e Mestre em Sociologia (2000) pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV-UFC). Diretor financeiro da Agência de Audiovisual "Aldeia". Coordenador do núcleo de pesquisa "Cultura e Memória" do Memorial da Cultura Cearense (MCC), do Instituto de Arte e Cultura Dragão do Mar (CE). Professor de Sociologia e Antropologia da Faculdade Católica do Ceará. Professor do curso de especialização em Cidadania, Direitos Humanos e Segurança Pública (Cetrede-UFC).

http://lattes.cnpq.br/0430275226558223

Thursday, January 11, 2007

Quem é Laura?

Segundo Valentina, os humanos, os animais, como a Laura, e os monstros precisam tomar vacina.

Wednesday, January 10, 2007

dadaísmo musical

a man aint nothing
where could I go
me, myself and I

happiness is to win a big prize in cash. On it.
i'm only dancing
this is not a love song

is it because i'm black
love me or leave me
it is a sin to tell a lie

it is now or never
memories can't wait
glad to be unhappy
free your mind
i'm a fool to want you
only love can break your heart
how to disappear completely

someone like you

i will wait and pray
wolf like me

Saturday, January 06, 2007

reitero o pedido

Rosário de esperança (Lupicínio Rodrigues); Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues); Juramento falso (Orlando Silva); e Nós dois (Cartola).

Tuesday, January 02, 2007

Postei na comunidade Fortaleza das antigas (orkut)

minha lista afetiva.
Cafua e Biruta.
El Paredon: from the sea to the moon (no antigo casarão onde hoje é o bar do Micharia na PI).
Get's (da Sandra Gentil, na PI).
Pertinho do céu (na avenida da universidade) Ou seria Cantinho do céu? fiquei em dúvida.
Caisbar e o sem nome que era ao lado do caisbar que depois virou Compasso.
Periferia e o boteco para lá de underground que tinha ao lado da boate.
Boate 66, onde é o Oasis (trabalhei na bilheteria lá).
Subindo ao céu (no primeiro endereço e no segundo também).
Coração materno, na PI.
Inverno e verão.
Badauê.
Domínio Público.
Feirinha da 13 de maio (o lado dos headbangers era massa).
Meat com no Gaúcho.
Ravena (rodízio de massas).
Baile funk do Ideal club.
Casinha club.
América club.
Marcílio Dias, baile funk.
Esquina da Silva.
London, London. New York, New York, Quixadá-Quixadá.
Flórida bar, ainda no centro da cidade.
Belas artes, no centro, e depois onde funciona o Rotisserie.
Trapiche e Lanxis (na beira-mar) para ocasiões especiais.
Leila (na maraponga).
Casa do Português.
Divaldi.
Casa Kaiada.
e por aí vai...