Thursday, July 12, 2012

Anotações sobre anotações na aula do Diatahy em 3 de abril de 2008.

No dia 3 de abril de 2008, Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes começou a aula com uma preleção fílmica, lembrando-nos das relações entre o Farenheit 345, 1984, Admirável mundo novo e Colossus 90. Revendo minhas notas de aula, me veio à lembrança que eu fiquei curiosíssimo para saber o que diabo seria Colossus 90, mas não queria interromper a fala do meu professor e deixei passar adiante com dúvida mesmo. Aliás, eu ainda não tinha assistido Farenheit 345 na íntegra, o que o fiz com grande prazer na semana seguinte a da aula. Enquanto Diatahy desenrolava indícios para nós para aquilo que gostaria de nos fazer ver, fiquei remoendo a seguinte questão: "Diante do excesso de códigos, como reconhecer a verdade da experiência humana?". Essa anotação revelava várias coisas. Primeiro, que eu tinha acabado de ler Michel Serres, Os cinco sentidos, e os meus estavam justamente enebriado por essa inquietante experiência. Segundo, que eu já estava na lida com essa questão do conceito de experiência. Muito por influência do Marcio Goldman, com quem eu tinha feito Teoria Antropológica I e vinha deslindando vários textos sobre a relação entre experiência e alteridade. Enquanto eu pensava na questão, Diatahy começou a falar de Merleau-Ponty e de Baudrillard. Discorrer sobre sistemas de objetos. Então, pimba! escrevi outra pergunta: "Onde está a experiência?". Foi quando o professor começou a contar de uma experiência que o filho do Portinari, que é físico e matemático, tinha feito na PUC. Ele havia escaneado um quadro do pai, gerando uma massa de informação digitalizada considerável. Parece que isso está em um documentário sobre Portinari que o Diatahy indicou em sala de aula. A relação estava portanto posta, ou melhor, explicitada: fluxos sensíveis, experiências e linguagens/traduções. A semiótica, a retórica e a filosofia da linguagem. E foi daí que comecei a me questionar mais a fundo sobre a relação entre o conceito de discurso e o conceito de experiência. 1960 - Althusser, Gramsci, Lévi-Strauss e o retorno de Bachelard. Máquinas e palavras. 1) AFETOS - nosso material. o que torna esse material narrável? Arte/Literatura/Psicologia Social/Psicanálise Mobilização das energias criativas da comunidade [catedrais góticas] Modelo do texto Linguagem e construção social da realidade social. Diferenças entre: Inteligência operatória e Horizonte mental. Ver o Pensamento selvagem. Linguagem como instrumento e linguagem como construção do real. a] função da estrutura (arquitetura). b] execução da estrutura (engenharia). c] investimento da estrutura (economia). d] ambiente de experiências (pedagogia). e] reprodução social (sociologia). [ESCOLA] Lógica medieval (objeto material e objeto formal). Ponto de vista, ângulo e mudanças de linguagens. Final da aula

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