Sunday, July 15, 2012
Ainda sobre a noção de centro
As categorizações simbólicas que operam com oposições complementares de tipo segmentar linear e não apenas de tipo concêntrico, representado este último graficamente pelo modelo durkheimiano de círculo concêntrico para indicar o sentido nucleado do processo de socialização (primária, secundária, terciária, etc) passam pela dissemia centro e periferia que pode ser observada articulando a produção de espacialidade em variados contextos socioculturais. Ocorre que metodologicamente a ideia de centro não pode ser reduzida à ideia de Estado, tudo se passa como se processos de unificação e processos de centralização não pudessem ser ditos sociologicamente como coincidentes, apesar de adotarem entre si conexões de sentido e de causalidade circular em planos empíricos concretos da vida social. Mas não reduzir a ideia de centro à ideia de Estado parece ser uma recomendação metodológica que possa gerar algum interesse no encaminhamento do debate teórico sobre o tema. Unificação ou centralização? Como poderemos categorizar analiticamente essas problemáticas a partir do nosso campo de pesquisa? Voltarei sobre este ponto em breve.
Processos de centralização são objetos de lutas, assim como os fluxos e os refluxos desses processos não são unidimensionais nem lineares, apesar de compostos por linhas em fuga para todos os lados, se é que há lados nesse objeto. Talvez teríamos que superar a perspectiva do geometral, como fala Veyne.
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