Sunday, March 09, 2014

Leonardo de Nada

E lá onde não deveria ousar ir, é para onde me dirijo, com a impetuosidade dos inocentes e a cegueira dos iludidos. Mas não poderia deixar de ousar manter a ousadia de driblar os determinismos sociológicos que me aprisionam no lugar do nada. Lembrei que uma vez minha irmã foi numa loja comprar algo, uma loja metida a besta, e a vendedora perguntou o nome dela, ela disse: Mônica. Aí a vendedora perguntou de volta: Mônica de quê? Ao que ela simplesmente emendou, dizendo tudo o que estou querendo dizer há décadas: Mônica de Nada. Mônica de Nada, apenas isso. Leonardo de Nada.

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