Monday, August 14, 2006

Recortes

Doce saudade da tua impetuosidade, rapaz! Em duas ou três palavras, torcia e distorcia o que quer que fosse. Não perdeste a habilidade, é claro, todavia a danada da impetuosidade não combina mais com teus sapatos. Então, troca! Deixa o esquecimento tomar conta da tua vida, vira a boca um pouco, e se faz de rogado, até meio torto, como nos sinais, tu podes tentar andar. Chega de tempestade e ímpeto. Toma um gole d'água e vai correr uns dez quilômetros, ouvindo secret.

Pela terceira vez, dirigia-lhe a palavra a fim de improvisar o eco de voz em quase silêncio. Nada se pareceria com suas hordas de palavra de encher os olhos. Tudo nele estava tímido, arredio às imprecações de quem quer que fosse, havia, no fundo, sido jubilado, jubilado de um seu eu que não lhe parecera, enfim, promissor. Não sabia o que era o fatalismo. Pauvre enfant!

O vento só não cortara pior do que da outra vez. O rosto na janela necrotérico. Não se sabia doente. Aí que foram elas! Tudo parecia com uma tremenda despedida e acabou gerando outra festa. Signos, lógico! Daí se dirigiu em passo reto ao bar. Não era a primeira vez que repetia a façanha. Escapava ao léu. Ao seu modo. Interessado em suprassumir. Palavra que aprendera com as aulas de alemão do padre da filosofia. Sorria ao encontrar o que não entendia. Quase um sentimento basco de enternecimento pelas questões, e aja questões para inventar conceitualmente.

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