Monday, August 28, 2006
imprecações
um tropeço de alma o levou à lona. luz de ribalta ofusca se não for bem tratada. nem os vitrais de notre dame poderiam salvá-lo do ruído sem voz do seu dia. nenhum fragor, nenhuma emissão de partículas, somente vacuidade gratuita. tudo sem volume. sem música. a leitura não caminhava. a impaciência dominava ao ponto de querer a violência como vizinhança, capaz de fazer ao adversário a imprecação de um força de vínculo. mas tudo se passava na frieza calma de uma central de ar condicionado. o barulho infinito chamava-o ao grupo. estar só era o remédio. não ouvir os órgãos, nem o mundo e, muito menos, a si mesmo. a linguagem lhe fazia querer privar-se da capacidade de dizer o dito, de matar o sentido e ferir o sensível. sem salvação, mergulhou no possível dos aplicativos. atualizou as cinzas.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment