Tuesday, October 29, 2013
No batente com ódio do telefone que toca.
Ontem, entre 9 horas e 13 horas, estive numa reunião de trabalho. Depois, de 14 horas às 18 horas, revisando um livro para publicação. De 18 horas até duas da manhã reescrevendo a introdução do livro. Overdose de computador. Ao longo do dia, meu celular não parou de tocar, sete pessoas ligaram para mim insistentemente, cada uma com mais de 7 ligações. Depois de ter cumprido todas as minhas obrigações profissionais, realizado as metas de produção do dia (o que não inclui serviço de atendimento de telefonemas), resolvi às duas da manhã, horário livre, horário de recreio, ligar para as pessoas que tinham passado o dia ligando pra mim pra saber o que elas queriam. Fiquei ligando direto. Umas não atenderam, outras desligaram na minha cara, outras atenderam e me trataram mal. Fiquei sem entender nada. Eu nunca ligo para ninguém. Quase nunca, aliás. Detesto me comunicar por telefone. No dia que estou livre, na hora que estou no intervalo entre um dia de trabalho e o início de outro, eu ligo para as pessoas que se acham no direito de me ligaram mil vezes sem parar e não há reciprocidade esperada. O que é isso, dois pesos e duas medidas? Quer ser atendido e não quer atender? O bom disso tudo foi um dia desses um amigo que passou a manhã ligando para mim, quando eu liguei de volta, perguntei o que era, ele tinha ligado 13 vezes, aí ele disse que era só para jogar conversa fora. Eu falei que ia cobrar pela análise, aí ele desistiu.
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