Wednesday, October 30, 2013
Consumidores virtuais
Vocês também estão notando que há uma enxurrada de publicação sugerida no FB, uma intensificação de fluxos de mensagens pagas com finalidade comercial? Está mais comercial o fluxo. Cidadão ou consumidor? Consumidores e cidadãos? Lembrei do Canclini. Querem esmagar esferas, espaços e arenas públicas, não é? O consumidor é alguém a ser satisfeito ou não. Mas a satisfação ou não é algo que não diz respeito ao sentido da vida. Mercados nos anestesiam com mercadorias narcotizantes, estimulantes, é uma economia de desejo muito líquida, temos que fazer a crítica à economia política do desejo. Aí é Débord, é Benjamin, Bauman que não gosto muito, e nós mesmos. Não se contentar em estar satisfeito ou insatisfeito diante do consumo de mercadorias é o núcleo do desafio ético. A eticidade é a invenção de si para além da condição de consumidor. O consumo gera significações, pelos usos, mas, por outro lado, engole a chave de leitura do produto que vem junto à mercadoria, quase sempre embutido em seu design. Questões para pensarmos.
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