Monday, September 17, 2012

Entre o paroxismo e o anátema: o fim da linguagem dos negócios.

Uma coisa é o indivíduo ser obrigado a fazer negócios para viver, almeje ou não o lucro infinito, outra completamente diferente é o sujeito viver da apologia aos negócios, extrair ganhos da celebração da linguagem chula dos negócios. Os grandes comerciantes do mundo sempre souberam disso e concentravam, portanto, esforços consideráveis para manter investimentos em linguagens criativas que produzissem algo mais do que lixo negocial. Os melhores negociantes ou foram mecenas ou tímidos artistas, escondidos por detrás de acervos suntuosos, alimentando assim os negócios dos mercados das artes, uma forma de expiação pela mixórdia burlesca de um anti-ethos com que desabitavam o mundo. Entre o anátema e o paroxismo, preferiram, pelo menos os mais sensíveis ao problema, alimentar este último.

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