Tuesday, September 04, 2012
Desafios coletivos para a UFC
Colegas, algumas reflexões para esboçarmos os termos de uma plataforma coletiva de discussão:
Podemos melhorar ainda mais.
Precisamos buscar maneiras de termos mais atenção do que a atualmente dispensada à qualidade do ensino nas graduações e nas pós-graduações.
Professores mais experientes assumindo as disciplinas de introdução, juntamente com professores pedagogicamente mais preparados.
Precisamos também buscar nosso primeiro programa de pós-graduação nota 7 (nota máxima da Capes).
Física (física da matéria condensada) e Farmacologia , com atual nota 6, já estão a caminho.
Sociologia, Química, Matemática, Engenharia Química, Engenharia de Teleinformática, Engenharia Civil (recursos hídricos), Enfermagem e Bioquímica (programas nota 5 que precisamos colocar o desafio da nota 6 como meta coletiva).
Superar o pensamento dicotômico graduação versus pós-graduação. Integração entre graduação e pós-graduação precisa ser estimulada.
A pesquisa como princípio que unifica bacharelado e licenciatura.
Mais produção de artigos acadêmicos de qualidade. Mais recursos para pesquisas de ponta e inovação.
Superação da obsoleta divisão ciência pura e ciência aplicada, nem a favor de uma ou de outra, mas com novos paradigmas de produção de conhecimento.
Vanguarda de inovação frente aos mercados. A inovação diante do mercado, sem que estejamos a reboque de demandas pontuais de mercados, pois a universidade tem de liderar a inovação e os mercados gerarem campos de aplicação, quando possível no curto, médio e longo prazo.
Melhorar o campo das atividades extensionistas, aprofundamento das relações de cooperação com poder público federal, estadual e municipal, com movimentos organizados da sociedade civil, com a população em geral e com empresas, evitando empresariamento no mal sentido, ou seja, quando nos tornarmos fornecedores de parceiros, o investimento tem de ser feito com bases contratuais melhores do que as realizadas pelo modelo Harvard-MIT, fora disso, haverá, no mínimo, sangria de quadros para iniciativa privada e simples transferência de recursos públicos para setor privado.
Autonomia universitária e melhoria do planejamento e da gestão, reativando as formas parlamentares de debate e deliberação da democracia interna da universidade.
Convivência nos campi. Estilo de vida das universidades, como ocorre no mundo todo. O campus é uma territorialidade transnacional e pertence a uma comunidade também transnacional. Intercâmbios de cooperação científica são fundamentais.
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