Tuesday, September 19, 2017

éticas

Buscar gozar de modo ilimitado sem uma ética do sacrifício em relação com uma ética do desejo é uma furada. Nesse ponto, sou 1950. Era uma década com reflexões mais avançadas do que a atual. Aprender a lidar com a repetição dos trabalhos e os dias, com a restrição tremenda que essa repetição traz aos nossos anseios, é levar a sério que o desejo é uma forma de trabalho. E que muitas vezes as ocupações que temos não têm nada a ver com o trabalho do nosso desejo. Lidar com o horror, com o vazio. Com as escolhas erradas. Com o sentimento de falta de escolha.

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