Saturday, June 24, 2017
Noite de Natal
O que é doméstico, confortável, amistoso, agradável, seguro, tranquilo, natural e familiar não me interessa, ao contrário, me apavora, sinto terror diante do que é íntimo, a intimidade do lar é o horror. Como estranho, busco os estranhos. Desde 13 anos de idade, passo a festa de Natal entre estranhos. Estranhos que vivemos no segredo, no oculto, que desperta o sentimento do amor, de incompreensão, de devassidão, abandono e errância! Avoé, espíritos livres! Um brinde às memórias de nossa desordem produtiva! Somos muitos, quando poucos. Sei o nome de todas as pessoas estranhas com quem ao longo de tantos anos compartilhei a comida, a bebida e o riso nas noites desgarradas do Natal.
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