era madrugada de quarta-feira. qualquer tentativa de permanecer acordada, parecia-lhe fadada à rabugice. sua maior dúvida era um ato de convencimento, mas ninguém convence ninguém, muito menos a si mesma, principalmente quando as idéias parecem despropositadas, sem trama; e a manhã era madrugada pernoitada, ora se sentia por isso uma pecadora, outra vez, impossibilitada, pois falhar com a trama é terrivelmente inconsistente, quase proibitivo. dizer para si mesma tudo o que sentia naquele momento seria o maior e melhor engodo; infeliz, constatava, não haver tempo para isso, a verdade urgia.
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