Monday, February 05, 2007

Em que oriente, posso te encontrar, minha querida?

"Ela estava ali o tempo todo, você não viu.
Que diferença faria a cor da roupa ou dos olhos? Que importa se chorassem sangue ou lágrimas de tolo, como o ouro sem o fosco valioso, não polido, não extraído, tão puro e ignorante?
Ela estava lá toda noite, você não sentiu.
Que importam as mentiras e equívocos, a paixão e o amor de poesia, jornal na padaria. E quanto àquele dia? Alguma alegoria do não, já perdida e nenhuma alegria.
Ela estava ali o tempo todo e só por hoje não quer estar em lugar algum.
Ela não está mais aqui, nem está aí. Ela não quer mais estar.
Aonde terá ido alguém tão perdida em si? Isso importa?
E ela estava o tempo todo ali...
O que importa é que ela esteve o tempo todo ali
só que ninguém viu" (Papoula da Índia).

Minha querida amiga e poeta de desfiladeiro, nosso tempo é indelével. Só em sonho busco a tua mão, muito obrigado pelo texto, eu o adorei. Estás em Nova York? Compra um livrinho básico para seu amigo? Estou correndo atrás de uma pérola, mando-te mais detalhes por e-mail, por enquanto vou me virando pela terrinha, mas em breve vou chegar para conversar contigo e com Loïc. Ele aceitou ser meu padrinho no departamento de antropologia. Sem ele, seria muito difícil a inserção. Meus beijos almejam teu perfume ainda uma vez nessa vida!!! Tomei a liberdade de publicar teu texto aqui, como um pingente precioso. Paz e bem, abraço nas crianças!

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