sinto saudade dela. uma saudade que não tem suporte. um esbarrão. olhamos um para o outro e pronto. rolou! Rolou? Vixe, seriam precisos mil sim para recompor um não tão rotundo. estando só, desmazelado, pobre e abandonado, só me resta brecar na via expressa do desejo e manter o cavalo de pau até completar trezentos e sessenta graus de pura embriaguez. mata-me se for capaz!
Mas vou logo avisando que, quando estive na Índia pela última vez, não sabia estar pondo em risco o próprio destino e virei lagarto dourado sob o sol de areia e pedra e barriga esquentando dura na rocha escaldante, o rosto pintado, pintalgado de camuflagens redondas. Para salvar a alma? Para espremer o corpo e salvar a alma? Sandice? Quem dera! Sou só. Só vida enraizada na pedra.
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