As elites deste país passaram os últimos quatrocentos anos, concebendo, planejando, organizando e executando um processo perverso de exclusão da grande maioria da população brasileira. Criaram um Estado racista, autoritário e extremamente corrupto a fim de evitar a ascensão de demandas populares por justiça, igualdade e liberdade. Estas mesmas elites - que mobilizam todas as suas forças, todos os seus preconceitos e ideologias de ódio e negação da vida - estão em polvorosa, porque nos últimos anos, de modo ainda tímido, limitado, mas historicamente decisivo, a sociedade civil e a esfera pública popular estão tentando promover transformações de caráter universal nas estruturas viciadas da sociedade brasileira tradicional.
Pela primeira vez em nossa história, o funcionamento pleno das instituições democráticas está na base de um amplo e ainda lento processo de democratização dos recursos culturais, econômicos e sociais. Pela primeira vez, observamos as elites preocupadas com as punições de sua carga histórica e cotidiana de crimes contra a sociedade: sonegação de impostos, transferência de recursos públicos para o setor privado, improbidade administrativa, violência contra os trabalhadores, sem terra, contra as minorias políticas desse país que constituem sua maioria numérica. Sua massa crítica; sua força criativa e produtora de riqueza. Paz, democracia, liberdade, educação, cultura e vida significativa para todos. Brasil, um país de todos!
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