Thursday, December 28, 2006
Wednesday, December 27, 2006
bem estar social clube voluntários da pátria rio de janeiro
a luta pela água começa no mucuripe. canos imensos, imponentes e exclusivos bombeiam a riqueza para os mais ricos e imprimem cenário de crime para os terreiros. nem pajeros, nem new land, não haces posible facilitar el uso del siglo para intrépidos dilúvios de albatrozes, distantes, abstratos, praticamente impermeáveis ao discurso perdido do amazonas, do dialeto da crítica fiduciária da minarete. banquete de quem? improbridade do qual? e são lá as meganhas que linguagem disparam em atraso. arroubo de bem estar. amigos solenes de viaduto. frango a passarinha calado na vizinhança da imagem farta, abundante de quiche de espinafre. ensaio de garrafas. impressões de vilepêndio.
Sunday, December 24, 2006
outras músicas
Rosário de esperança (Lupicínio Rodrigues); Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues); Juramento falso (Orlando Silva); e Nós dois (Cartola).
Saturday, December 23, 2006
...
educação rima com autonomia, ampliação do campo do possível, conexões que conectam, criticidade, sabor, ética e transformação.
Wednesday, December 20, 2006
antropológica
"En définitive, c'est toujours la société que se paie elle-même de la fausse monnaie de son rêve" (Marcel Mauss et H. Hubert. Esquisse d'une théorie générale de la magie, p.119).
Tuesday, December 19, 2006
Humanidade, who?
"A humanidade compõe-se quase toda de mortos; são poucos os que vivem, comparados à multidão dos que viveram" (Anatole France, p.134).
a lembrança da sombra melhora o real.
a lembrança da sombra melhora o real.
O que uma fada diria a um erudito?
"Saber não é nada, imaginar é tudo. Só existe o que se imagina. Eu sou imaginária. Isto é que é existir! Sonha-se comigo, apareço! Tudo é sonho, e como ninguém sonha com o senhor, Sylvestre Bonnard, é o senhor que não existe" (Anatole France. p.128).
extrato que comprova como eu era muito mais dramático aos 19 anos (ou como se desculpar sem se trair).
um caco de mim corta carne
em pedaços, em trilhas, em descaminhos
uns cacos de mim cortando
talvez
espelham-se entre si e a si mesmos
mesmamente falando das coisas
me percorro falsamente
desvanece pois o momento outro
de possibilidade sem probabilidades, pois
já aconteceram coisas independentes
da frieza ou da histeria do olhar
sinto, sem apalpar
apalpar seria não voar pelos
(do corpo)
domínios
sem sombra de enternecimento
entre uns e outros
sacodem-se toldando
sofrendo, reconhecendo um corpo
corpo de quem?
dentre muitos impossíveis e existentes
fatídicos cem diálogos
entre mundos
cada movimento do olho
pisca lá e vê o escuro
sem-fundo
jogando ao infinito diversos interesses
retas paralelas encontram-se no infinito
vidas paralelas acontecem
num piscar de pálpebras
entre azuis e verdes olhos
entre o azul cobertura do céu
e o verde longínquo da terra
tudo é possível
incerteza abismal
castração do movimento que une desejos e realidades
castração da transa cósmica
frustração da partida entre dois partidos
irreconhecíveis se de outro modo
criação do ponto de fuga
os olhos piscando e acelerando a dor
da cessação do movimento uno e orgânico
nasce o imaginário
da dor e da alegria
devedor?
o sangue não mais invade os fragmentos
criando unidade e a noção do corpo
ele foi jorrado
alimenta a prosa da vida
os ódios e amores
a distância (efeito das palavras) persegue o esquecimento
do momento da linguagem que divaga
inserindo a dor
do momento da linguagem que sem dilação
na roda esmagadora do mundo
esquece e relembra
para sobreviver aos caos
da despedida
em pedaços, em trilhas, em descaminhos
uns cacos de mim cortando
talvez
espelham-se entre si e a si mesmos
mesmamente falando das coisas
me percorro falsamente
desvanece pois o momento outro
de possibilidade sem probabilidades, pois
já aconteceram coisas independentes
da frieza ou da histeria do olhar
sinto, sem apalpar
apalpar seria não voar pelos
(do corpo)
domínios
sem sombra de enternecimento
entre uns e outros
sacodem-se toldando
sofrendo, reconhecendo um corpo
corpo de quem?
dentre muitos impossíveis e existentes
fatídicos cem diálogos
entre mundos
cada movimento do olho
pisca lá e vê o escuro
sem-fundo
jogando ao infinito diversos interesses
retas paralelas encontram-se no infinito
vidas paralelas acontecem
num piscar de pálpebras
entre azuis e verdes olhos
entre o azul cobertura do céu
e o verde longínquo da terra
tudo é possível
incerteza abismal
castração do movimento que une desejos e realidades
castração da transa cósmica
frustração da partida entre dois partidos
irreconhecíveis se de outro modo
criação do ponto de fuga
os olhos piscando e acelerando a dor
da cessação do movimento uno e orgânico
nasce o imaginário
da dor e da alegria
devedor?
o sangue não mais invade os fragmentos
criando unidade e a noção do corpo
ele foi jorrado
alimenta a prosa da vida
os ódios e amores
a distância (efeito das palavras) persegue o esquecimento
do momento da linguagem que divaga
inserindo a dor
do momento da linguagem que sem dilação
na roda esmagadora do mundo
esquece e relembra
para sobreviver aos caos
da despedida
Quando mandar alguém à merda?
"Se alguém me diz que já esteve nos piores lugares, eu não tenho o direito de julgá-lo; mas se vier me dizer que foi a sua superior sabedoria que o permitiu chegar lá, então saberei que é um impostor" (Wittgenstein apud Monk, p.269).
A dor
"Não é apenas a arte que põe encanto e mistério nas coisas mais insignificantes; esse mesmo poder de relacioná-las intimamente conosco é reservada também à dor" M.P. Fugitiva. p.59.
Eita!
"para que alguém desepere é preciso ainda ter certo apego a essa vida que será fatalmente desgraçada" (M.P. Fugitiva, p.63).
Vou te contar uma história antiga.
Sobre o caráter artístico da historiografia, Gélis ataca o rigorismo científico:
"Antes de mais nada, que é a história? A representação escrita dos acontecimentos passados. E que é um acontecimento? É um fato qualquer? Não, dirá o senhor, é um fato notável. Pois bem, como o historiador julgará se um fato é notável ou não é? O julgamento dele será arbitrário. Segundo o seu gosto e o seu capricho, como imagina - enfim: julgamento de artista! Porque os fatos não se dividem pela própria natureza em fatos históricos e em fatos não históricos. Aliás, um fato é um coisa extremamente complexa. O historiador conseguirá ver os fatos na sua complexidade? Não, não lhe é possível. Ele os representará sem a maior parte das particularidades que os constituem; por consequência, truncados, mutilados, diferentes do que foram. Quanto à relação dos fatos entre eles, o melhor é não falar. Se um fato histórico é produzido, o que é possível por um ou diversos fatos não históricos, e, como tais, desconhecidos, o meio para o historiador, desculpe-me perguntar-lhe, é assinalar a relação dos fatos entre eles? E em tudo o que lhe digo, Sr. Bonnard, suponho que o historiador tenha sob os olhos provas certas; em realidade, ele só confia em tal ou tal testemunha por motivos de sentimento. A História não é uma ciência, é uma arte, e só pela imaginação será possível obter qualquer êxito com ela" (Anatole France. O crime de Sylvestre Bonnard. Rio de Janeiro: Delta, 1963. p.221-222).
"Antes de mais nada, que é a história? A representação escrita dos acontecimentos passados. E que é um acontecimento? É um fato qualquer? Não, dirá o senhor, é um fato notável. Pois bem, como o historiador julgará se um fato é notável ou não é? O julgamento dele será arbitrário. Segundo o seu gosto e o seu capricho, como imagina - enfim: julgamento de artista! Porque os fatos não se dividem pela própria natureza em fatos históricos e em fatos não históricos. Aliás, um fato é um coisa extremamente complexa. O historiador conseguirá ver os fatos na sua complexidade? Não, não lhe é possível. Ele os representará sem a maior parte das particularidades que os constituem; por consequência, truncados, mutilados, diferentes do que foram. Quanto à relação dos fatos entre eles, o melhor é não falar. Se um fato histórico é produzido, o que é possível por um ou diversos fatos não históricos, e, como tais, desconhecidos, o meio para o historiador, desculpe-me perguntar-lhe, é assinalar a relação dos fatos entre eles? E em tudo o que lhe digo, Sr. Bonnard, suponho que o historiador tenha sob os olhos provas certas; em realidade, ele só confia em tal ou tal testemunha por motivos de sentimento. A História não é uma ciência, é uma arte, e só pela imaginação será possível obter qualquer êxito com ela" (Anatole France. O crime de Sylvestre Bonnard. Rio de Janeiro: Delta, 1963. p.221-222).
Sem dilação é foda!
"a TV aposta numa velocidade rápida, na impaciência ante a cultura, na redução generalizada da experiência humana ao desejo de um gozo sem mediações nem dilação" (Renato Janine Ribeiro. Folha de São Paulo. 26 de abril de 1995.
27 de abril de 1995
O desejo liga-se à esperança pela imaterialidade de suas reivindicações. Dessa forma, ambos, a esperança e o desejo, são elementos do fantástico. O hábito, em sua forma mais espúria, consiste na domesticação do desejo, no que ele tem de múltiplo e irredutível à objetividade das coisas. O hábito é uma forma de expressão do desejo na qual susta-se a força criadora. O hábito é o desejo da morte, ou seja, daquilo que faz cessar definitivamente o desejo. O desejo energiza-se pela linguagem. A linguagem habitual procura administrar o desejo com suas próprias forças.
Não existe o desejo, mas desejos. Não existe a linguagem, mas linguagens. Estas não são autônomas e independentes umas das outras. O genérico pode ser pensado, portanto...consiste no elo mais fraco e indeterminado da vida, pois ligado ao que há de habitual nas diversas linguagens. Ver sobre isso p.54-57 de A fugitiva, M.P.
Não existe o desejo, mas desejos. Não existe a linguagem, mas linguagens. Estas não são autônomas e independentes umas das outras. O genérico pode ser pensado, portanto...consiste no elo mais fraco e indeterminado da vida, pois ligado ao que há de habitual nas diversas linguagens. Ver sobre isso p.54-57 de A fugitiva, M.P.
a inteligência
"o fato de que a inteligência não é o instrumento mais sutil, mais poderoso, mais apropriado para captar o verdadeiro, constitui uma razão a mais para começarmos pela inteligência, e não por um intuitivismo do incosciente, por uma fé costurada em pressentimentos" (Marcel Proust. A fugitiva, p.4).
Cadernos de apontamentos
Completez avec les pronoms possessifs:
1. Ce crayon est à toi, Janine?
Oui, c'est le mien.
2. Les français sont fiers de leur langue, les anglais de la leur et nous, les brésiliens de la nôtre.
3. Les garçons en costume bleu sont les enfants de Marie?
Non, les siens sont encostume jaune.
4. Tes soeurs sont toujours gentilles avec toi? Les miennes pas toujours, et les tiennes?
1. Ce crayon est à toi, Janine?
Oui, c'est le mien.
2. Les français sont fiers de leur langue, les anglais de la leur et nous, les brésiliens de la nôtre.
3. Les garçons en costume bleu sont les enfants de Marie?
Non, les siens sont encostume jaune.
4. Tes soeurs sont toujours gentilles avec toi? Les miennes pas toujours, et les tiennes?
Subscribe to:
Posts (Atom)