Monday, October 29, 2018

Cuidar das crianças

Cuidar, sistematicamente, todos os dias, sempre, prioritariamente, das crianças. Manter a regularidade desse cuidado. Buscar também fazer isso com qualidade. Sem stress. Sem transferência de sentimentos e atitudes negativos para as crianças. Tentar, pelo menos. Escutar muito a criança. Aprender a escutá-la. Ensinar as crianças no dia a dia a cuidarem de si mesmas. A ter noção de si e do outro. Fazer isso de domingo a domingo, sempre, a vida toda, sem faltas. Desafio de ser pai. Desafio de ser mãe. Uma trilha de obrigações para com as crianças. Tornar-se criança com a criança. Não ser impositivo em demasia. Dizer mais "cuidado" e menos "não". Dizer o "não" na hora certa, para demarcar o poder do "não" em certas circunstâncias (enfiar o dedo na tomada, por exemplo). Dialogar muito, conversar muito. Não bater. Nunca bater. Nem palmada. Não há necessidade, quando se é um pai-educador ou mãe-educadora, a força do amor, dos afetos, da palavra, do abraço, do acolhimento, da autoridade também, enfim, isso tudo basta e ainda não é suficiente para dar conta da aventura do humano. A violência física é sinal de falência da educação. Alimenta o medo e a desinteligência. Dedicação total. Não é fácil, mas é muito gratificante. Mas exige vários sacrifícios dos desejos individuais. Estar a serviço do cuidado do outro não é brinquedo. Mas ensina algo sobre ética, porque de amor já se trata.

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