Saturday, September 01, 2007
Um homem com um glossário
Sempre gostei de formular glossários. Fazer o mapeamento semântico da faticidade do viver em função da transfiguração das realidades adquiridas. É uma brincadeira da minha infância. Aprendi a fazer isso no Canarinho, onde estudei. Os mapas não são os territórios, mas sem mapas autônomos de orientação a vida perde a graça, o arrojamento e a espiritualidade. Minha vanguarda é da ficção conceitual que apenas descreve os processos de conhecimento, sem reivindicar a virtude dos justos no ato do saber. Justeza, apenas no campo dos valores. Nesse ponto, não há tergiversação, só afirmação do campo de luta que nos favorece o aflorar do desejo de si. A mim, e aos meus. A todos, enfim, impregnados pelos sentidos imaginários da civilidade e da humanidade. Fora disso, não há ideias, só entre-lugares e fugas. Dinamismo fátuo e impreciso. Palavras que voam como o livro dos ventos, como diz o poeta francês a respeito das bíblias que são de humanos a humanos lançadas, provocando tempestades e calmarias, alternadamente.
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