quarta-feira
fingi nove horas
novas horas
com aurora
de viração.
desci a ladeira
perdi a caneta
as palavras errantes
sós na imaginação.
saí do cinema depois de seis cervas
meti pela testa copo e meio de maçadas
no devaneio da batida,
escrevi empolgado
na lembrança da filosofia
nos guardanapos de papel.
espreitei o terreiro
limpei a garganta
e desatei a cantar na minha quadrilha
fora da minha cosmogonia
os desejos e os dias
só me fazem chorar.
E, de promessa em promessa,
eu me perco a fantasiar
o que seria de mim?
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