Friday, June 08, 2007

imago

ele escorregava em si mesmo. parecia feito de cera. não era fogo a escada que o engolia. era um deslize. invocava a si mesmo no ato de fazer o gelo derreter na cratera disforme da cidade. Qual cidade? Não seria melhor perguntar: quem cidade? quem nada o qual o valha. ele simples estava lá. mente sobre a deposição a que foi obrigado curvar-se. mesmo vergado pela toniturante medida do pneu queimado, imperceptível, escondido do olhar do morticínio. da embriaguez, ele se desfaz pela fantasia técnica que é a magia da imagem.

1 comment:

jacques said...

leo, estou sempre de olho nos seus escritos. cada um mais belo que o anterior.

abraço grande.