Tuesday, August 27, 2019
Coitado do Mignolo
Uma das formas da razão imperial ocidental atuar é classificando o pensamento em puro e impuro. Walter Mignolo reproduz a colonialidade dessa razão euroamericana branca, da qual ele é representante, ao chamar o pensamento pós-colonial de "mercado" e o decolonial de "ativismo ". Mignolo é um grande empreendedor branco do mercado decolonial. Walter Mignolo escreve um texto 100% com categorias gregas e latinas para propor uma desvinculação epistêmica dos fundamentos de catedorias gregas e latinas. O giro decolonial dele é epistemologia branca na veia. Sou branco, eu sei. Sei reconhecer outro branco no seu desejo de poder imperial, usando disfarces descoloniais como estratégia de reposicionamento no mercado de ideias. Ele diz querer romper com a moderna teoria política desde Maquiavel, mas escreve textos que são versões das práticas relatadas por essas teorias. Ele é um filhote de Maquiavel. O background da proposta de desobediência epistêmica do Mignolo é fortemente euroamericana no seu sonho e em sua fantasia. A pretensão dele em ter se desconectado do eurocentrismo é sem base real. Não é isso que o texto dele diz. Um texto de cultura euromericana no seu esplendor. Nem tudo o que reluz é ouro. A presença de epistemologias afros e ameríndias na escrita dele é nula. Ele é objetivamente branco na escrita dele. Mignolo usa categorias analíticas ocidentais como economia e reciprocidade para falar de universos não ocidentais. Comete etnocentrismo em seus textos. Mignolo passa o texto todo tentando validar a si mesmo como pensador descolonial. Fala de ferida colonial, mas "esquece" suas feridas narcísicas. Seu desejo em ser aceito pelo mestiço, pela mestiçagem, exista coisa mais branca do que isso? A descrição romântica que Mignolo faz de Hugo Chávez foi uma das piores análises que li sobre política contemporânea. Ele é ingênuo? Não, ele é eurocentrado, o Mignolo. É também capturado pelo discurso do estatismo. Ele identifica Chávez no poder com o giro decolonial. Que ridículo!
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