Chega um tempo que a gente aprende alguma coisa, não muito, mas alguma coisa. Por exemplo, a tentar fazer o deslocamento da dor, pois a dor não pode ser simplesmente apagada ou superada, precisa ser deslocada, criar um novo contexto para uma velha dor. E as novas dores? São tão velhas quanto todas as outras. A dor é um lance primário. Ela é primária, matricial. As imagens mais antigas de dor são as mais recentes na ordem do dia. Um retorno à dor é uma condição de seu deslocamento.
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