Thursday, March 10, 2016
1950: a década que mudou o Brasil.
Meus pais passaram 20 anos (1960-1980) para ascender a posições de classe média urbana assalariada sem patrimônio, nem ativos financeiros. 20 anos de investimento em capital educacional. Meu pai vindo de uma família de pequenos agricultores. Minha mãe de uma família proletária urbana. Minha avó paterna era dona de casa e agricultora sem estudos. Minha avó materna foi empregada doméstica, era dona de casa e agricultora sem estudos. Meu avô paterno era capataz, trabalhando para grandes proprietários rurais e no tempo vago na própria roça. Meu avô materno era técnico de contabilidade, proletário urbano. Confesso que considero falacioso demais dizer que se pode virar classe média num passe de mágica pelo acesso direto e simples a bens de consumo descartáveis. Essa é a maior mentira contada pelos governos da Nova República, principalmente, da Dilma, que insistiu demais no marketing da "nova classe média". Não é à toa que a depressão está avançando no país em larga escala. Sonhos alimentados e despedaçados por todo os lados, infelizmente. Os governos vendem fantasias de grupo e agora colhem tempestades. Essa é a base sociológica da ascensão do que chamam de "nova direita". Desta, estou bem longe, contrariando as estatísticas. Apenas uma hipótese de leitura que compartilho com vocês.
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