Saturday, February 22, 2014

18 de novembro de 2013

O rapaz estava defendendo com unhas e dentes uma forma de radicalismo neoliberal onde o comportamento egoísta no mercado em busca da maximização do lucro é a base do negócio. Ele, então, veio me abordar no corredor, pedindo indicações de leitura para ampliar conhecimentos sobre a relação entre cultura e economia. Expliquei para ele que ele não poderia me abordar no corredor, pois eu estava no meu intervalo, o que é garantido pelo meu sindicato, 10 minutos de intervalo entre uma aula e outra. E que se ele atrapalhasse esses dez minutos de intervalo, ele estaria diminuindo a maximização do meu descanso, antes de voltar para sala, que eu não lucraria em conversar com ele no corredor e que ele não me abordasse mais e procurasse se matricular na disciplina de algum professor que fosse oferecer referências para o que ele estava precisando. Ele me achou uma pessoa dura, disse que tínhamos que ser mais humanos uns com os outros. Humanismo neoliberal? De onde você tirou isso, perguntei-lhe sem obter nenhuma resposta de volta, pois dei as costas e o ignorei como uma coisa, afinal, não tenho nada a lucrar com ele, no dia que tiver, ele vira commoditie, quem sabe ser contratado pela empresa dele para dar uma conferência, algo que envolva dinheiro, é claro.

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