Tuesday, April 08, 2008

vital

só uma forma de vida muito forte conseguiria ser tão ambiciosa quanta a planta. já girara o mundo em múltiplas direções, avizinhando-se sempre das companhias incautas dos seus homens de terra perdida. foram necessárias duas ou três gerações para difusão geral entre os coletivos livres. o entre sustentando o próprio edifício da vida. na negociação permanente sobre o sentido da vida social ou nos tornarmos como essa forma de vida que diferencia nos seu fazimentos ou viraríamos presas escapatórias dos homens sem pele em miríades em cujas trocas a moeda corrente era uma moeda falsa. e os falsos moedeiros perdidos estariam se não houvesse a dita distorção de percepção. dar dobras no sensível, partilhá-lo com quem se ama. então essa força de diferenciação intensiva em que se desloca a carruagem do tempo nos faria em algum momento titubear só para perceber a conexão que conecta algum tipo de relação que possamos presumir dos universos múltiplos onde vivemos. Onde é a questão central. Onde? nossa forma de nos localizarmos no planeta é específica, volátil e misturada, como se um estudo filosófico do ser não pudesse mas contar, em sua regionalidade, com a ausência de perspectiva sobre o fundamento de zeus. o corpo marinheiro. a vida passageira. e a aterradora vontade de viver, de iludir qual viver, de fazer rapsódias do viver, enquanto pedregulhos acinzentados de manhãs adjetivadas ao extremo poderiam obstar a caminhada nua sobre os próprios trilhos e carnes. Carrapatos não morderiam nossas belas lapelas se apaziguados estivéssemos com a sorte, ou qualquer outra destinação que não fosse a melhor de todas. quereríamos então sofrer a fim de não isalar toda a sensatez de uma base mínima de compartilhamento, se os meios disso são falsamente profusos, e até mesmo, escassos. e é nessa escassez, nessa fome, alimentada pelos textos que nos moldam o caráter agonístico de toda e qualquer relação em cujo núcleo se produz a própria possibilidade do social, esperneia-se a três por quarto para manter estável alguma característica do social, esse lugar de fabricação perpétua. e assim começam os dias...

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