Sunday, March 09, 2008
9 march, 2008.
eu me vestia mal e lia Thomas Mann com devoção. estraguei duas obturações mastigando páginas de madeira sob a sombra de laranjeiras devoradas pela peste, carcomidas de doenças arrojadas pela concorrência californiana. que saudades de Berkeley eu não sentia ao escorregar pela minha camisa puída os dedos que viravam pálpebras. desde então não me visto tão mal, pois perdi o parâmetro, mas continuo à procura de José e seus irmãos, sem achá-los em lugar algum dessa terra queimada, e assim sobram-me ao menos as vontades da montanha mágica que quando criança parecia uma cena de filme onde o carro voava pelo penhasco de montanhas rochosas quase-canadenses, creio eu. se não fosse tudo fantasia, já estaria com saudades de mim num tempo em que nada desmerecia esse afeto.
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