Friday, May 26, 2006
Onde foram parar as palavras, moça?
Um meneio de cabeça e pronto! As palavras esparramaram-se! Precisavam mesmo de alongamento caprichado, como se estivessem encurtadas, comprimidas e estagnadas pela falta de exercício, ou melhor, de atividade física. Passaram tanto tempo enfurnadas que, ao livrarem-se do refúgio, descobriram logo de cair nos braços dela. No início meio tímidas, depois aos borbotões. Todas competiam entre si. Queriam se esticar da melhor maneira possível. Exigências de primeira idade, portanto pouco precisas. O mais significativo era pular no cólo da moça, se significativo lhes fosse algo facultativo. Ir ao encontro dela, da pele mais suave, da tez da moça, do cheiro da moça; o calor remoça! E assim, a intervalos cada vez mais esparsos e irregulares, iam descobrindo o prazer da raridade. Do pular de quando em vez. A moça era linda! Como era saudável cair-lhe bem!
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